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Volkswagen Amarok
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Data: 8/2/2010
Texto: Diogo de Oliveira
Fotos: Diogo de Oliveira e Divulgação |
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A Volkswagen levou cinco anos para desenvolver sua primeira picape média a ser comercializada no mundo inteiro. Foi o prazo que a marca alemã precisou para ‘detectar’ e valorizar os fundamentos básicos que um modelo do segmento deveria ter para se destacar nas vendas. E a Amarok, lançada oficialmente, em Bariloche, na Argentina, parece estar pronta para o desafio que se aproxima. As vendas no país vizinho, onde o veículo é fabricado, na Planta de Pacheco, na grande Buenos Aires, começam no fim de março, com estreia no Brasil prevista para a última quinzena do mês seguinte.
Para conceber o utilitário dentro das ‘exigências’ do nicho, a VW fez a ‘lição de casa’ direitinho. De acordo com a montadora, cerca de 70% das picapes médias vendidas por aqui são equipadas com motores a diesel, 85% das unidades têm cabine dupla e 62% desses utilitários possuem sistemas de tração 4X4. A partir dessas premissas, a versão que será vendida no mercado brasileiro ganhou corpo. De início, apenas a configuração ‘topo de linha’, chamada pelo sufixo Highline, será oferecida. O modelo de cabine dupla é equipado com o moderno motor 2.0 TDI biturbo e dotado do sistema de tração integral não permanente 4Motion.
Esse é o conjunto feito para competir em igualdade com os três principais rivais do segmento: Toyota Hilux, Mitsubishi L200 Triton e Nissan Frontier. Só que a Volkswagen quer ‘abocanhar’ de imediato uma polpuda fatia desse mercado. Por isso, além das características tidas como básicas, a Amarok também virá preparada para oferecer um desempenho fora-de-estrada de primeira classe. A versão Highline terá de fábrica quase uma dezena de recursos eletrônicos instalados especificamente para o uso ‘off-road’. O sistema de freios com ABS, por exemplo, tem função com configuração específica para os passeios na lama.
Interior com ares de carro de passeio
Mas mais do que dar à picape média uma desenvoltura aventureira robusta, a Volkswagen também se preocupou em fazer um interior confortável, que transmitisse refino e o aconchego dos carros de passeio e utilitários esportivos. Na única versão disponível de início, os bancos são revestidos em couro, há detalhes em alumínio acetinado no painel e no forro das portas e os plásticos rígidos têm texturas agradáveis aos olhos e ao tato. Os encaixes são precisos, como manda o padrão germânico. O habitáculo disponibiliza ainda uma série de porta-objetos.
Para o conforto dos passageiros, a Amarok disponibiliza ainda ar-condicionado de duas zonas, direção hidráulica, trio elétrico, computador de bordo e sistema de som sofisticado, com rádio/CD, leitor de MP3, disqueteira para seis CDs, conexão Bluetooth para celulares e uma tela de cristal líquido sensível ao toque, que permite controlar também o sistema de ventilação do ar-condicionado. Entre os itens de segurança instalados de série, há duplo airbag frontal e freios com ABS com dois modos, distribuidor eletrônico de frenagem EBD e assistente de frenagem de emergência BAS.
Segurança ativa e rodas aro 19 são opcionais
Durante o teste drive na Argentina foi possível avaliar todo o aparato tecnológico instalado na Amarok. A picape média enfrentou diversos obstáculos de grande dificuldade, atravessou riachos e mostrou estar 100% apta a aventuras selvagens. O grande ‘truque’ para tais façanhas pode ser atribuído ao sistema de tração 4Motion. Além da tração traseira, indicada para rodar em cidades e rodovias e que oferece menor consumo de combustível, o sistema também possui os modos 4X4 integral e 4X4 com reduzida – este específico para situações de ‘off-road’ severas, quando o veículo necessita de todo o torque do motor.
Só que o sistema de tração, que também conta com bloqueio do diferencial traseiro, também é vinculado a uma série de dispositivos. São eles os controles eletrônicos de estabilidade e de tração e os assistentes para aclives (HSA) e declives (HSD), que mantém os freios acionados em ladeiras por cerca de dois segundos, para que o veículo fique parado enquanto o motorista tira o pé do freio para pressionar o pedal do acelerador. E estes recursos serão opcionais, junto com o conjunto de rodas de liga leve de 19 polegadas, que podem substituir as de aro 18 oferecidas de fábrica. A Volkswagen só vai divulgar os preços da picape e opcionais perto do início das vendas.
Impressões ao dirigir
Quem busca conforto e tecnologia, sem dúvida não está atrás de uma picape média. Por mais que esses modelos sejam robustos o suficiente para passeios na lama, a serenidade a bordo não é exatamente uma característica comum. Mas a Amarok, neste primeiro contato, mostrou ser possível reunir em uma caminhonete média os atributos dos utilitários esportivos e dos carros de passeio. Além do interior espaçoso e bem acabado, há itens interessantes de conforto, uma parafernália eletrônica de impressionar e uma mecânica realmente moderna.
O motor 2.0 litros de quatro cilindros em linha e 16 válvulas parece compacto para um veículo de dimensões tão avantajadas. Mas os dois turbocompressores que sobrealimentam o bloco fazem os números de potência e torque renderem o suficiente para não faltar força à picape. O propulsor diesel produz 163 cv aos 4.000 rpm e um torque ‘parrudo’ de 40,8 kgfm, disponível por inteiro dos 1.500 giros aos 2.000 rpm. O gerenciamento da energia é feito por um câmbio manual de seis velocidades, com as duas últimas marchas atuando como ‘overdrive’, para garantir menor consumo.
Como o motor trabalha a maior parte do tempo em regime baixo de giros, quase não se ouve seus roncos de dentro do habitáculo. No painel de controle, o pequeno visor do computador de bordo indica no canto superior direito o momento correto de trocar de marcha. Com essa tática do ‘downsizing’, a Volkswagen diz que seu novo utilitário é capaz de rodar até 13,3 km com apenas um litro de combustível. Mas o que mais chama a atenção mesmo é o funcionamento do câmbio, que oferece engates macios e precisos, algo raro em picapes. Também impressiona o curso curto da alavanca, que reforça ainda mais o ar de carro de passeio presente no modelo.
Dinamicamente, a picape também se mostrou bem acertada. Como todo veículo de altura elevada, a Amarok não faz curvas aceleradas sem torcer a carroceria. Porém, com os diversos recursos eletrônicos, que serão instalados em 70% das unidades produzidas, o utilitário se mantém firme no chão e transmite segurança, sobretudo em situações de ‘off-road’. Nos obstáculos construídos dentro do parque nacional Nahuel Huapí, em Bariloche, o veículo mostrou grande robustez, fazendo parecer fácil subir e descer rampas extremamente íngremes ou transpor depressões opostas. O sistema de tração 4Motion é tem acionamento simples, por meio de teclas ao lado da alavanca do câmbio.
Mas a história da Amarok, que significa ‘lobo’ na língua dos inuit, povo que vive na Groelândia e no norte do Canadá, está apenas começando. A picape média ainda terá versões com câmbio automático, motorização flex, um bloco 2.0 TDI menos potente e carroceria cabine simples – esta última confirmada para o primeiro semestre de 2011. Ainda assim, como em todos os segmentos, o que também deve influenciar nas vendas do utilitário será o preço final. Os rivais em versões equivalentes atingem os quase R$ 120 mil. A Volks deve posicionar seu modelo por ali. Ao mesmo tempo, a marca não tem a tradição no segmento, apesar de suas sofisticações. A disputa promete. |
| Quadro técnico: |
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| Fonte: Carsale |

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