9 de Setembro de 2010
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Novo CrossFox 2010
Data: 9/12/2009
Texto: Diogo de Oliveira
Fotos: Diogo de Oliveira e Divulgação
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Quando um carro ganha novo desenho é normal que suas derivações adotem as mesmas mudanças na sequência. Até porque, caso contrário, a própria linha que foi renovada fica ao mesmo tempo defasada. Para evitar esse tipo de inconveniente, a Volkswagen tratou de mudar o visual do CrossFox. E apenas um mês após mostrar o Fox reestilizado, a montadora apresentou a nova configuração vestida para a aventura do hatch compacto de teto alto com ares de minivan.

A raposa de apelo estético fora-de-estrada chega às concessionárias da marca alemã na primeira semana de dezembro com os mesmos traços aplicados no Fox ‘normal’ em outubro – e que marcou a estreia da nova identidade visual dos modelos da VW no Brasil. Vendido em versão única, equipada com o motor 1.6 litro flex de 101 e 104 cv de potência com gasolina e álcool, respectivamente, o CrossFox reestilizado parte de R$ 45.549 com uma lista de série razoável.

Por fora, há faróis de dupla parábola com máscara negra, lanternas também escurecidas, faróis de neblina e de milha integrados, aerofólio traseiro, rodas de liga leve de 15 polegadas, estribos laterais, adesivos decorativos e ponteira cromada. Entre os equipamentos, o modelo mais básico tem direção, trio elétrico, volante com ajustes de altura e profundidade, computador de bordo integrado com o I-System, recurso que permite visualizar informações do som e personalizar dados, além de chave do tipo canivete e novos tecidos para os bancos.

Modelo chega com lista enorme de opcionais

Por R$ 49.390, o hatch com visual lameiro passa a trazer ar-condicionado, que custa elevados R$ 3.841. Só a título de comparação, é mais barato instalar no Novo CrossFox airbags frontais e freios com ABS e distribuidor eletrônico de frenagem EBD, vendidos em módulo único a R$ 2.850 – quase R$ 1 mil a menos que o ar. O modelo, aliás, oferece uma lista bastante extensa de opcionais. É possível, por exemplo, cobrir os bancos, parte dos painéis das portas, o volante e a manopla do câmbio com couro. Só que o revestimento custa caros R$ 3.448.

Já o estreante teto solar, responsável por atribuir algum requinte a mais ao hatch compacto, acrescenta R$ 2.032 ao preço final. Com todos os itens vendidos à parte, como sensores de luminosidade, de chuva e de obstáculos, volante multifunção, pneus de uso misto e o rádio/CD com MP3 e entradas USB e SD Card, o CrossFox atinge impressionantes R$ 61.558. E se por acaso o consumidor quiser o carro pintado na cor laranja Atacama, feita especialmente para o seu lançamento, terá de desembolsar mais R$ 1.701, totalizando R$ 63.259 – valor superior ao de alguns hatchs médios.

Novo desenho é mais discreto que o anterior

Quando chegou ao mercado brasileiro em 2005, o CrossFox logo impressionou pela robustez visual. A carroceria mais simples da versão era coberta por diversas molduras plásticas espalhadas pelos quatro cantos do carro. A suspensão foi elevada para justificar a proposta off-road. E na tampa traseira, o estepe pendurado em posição mais elevada remetia ao estilo dos utilitários-esportivos efetivamente lameiros.

No Novo CrossFox, muitos dos elementos que tornaram o modelo líder de vendas entre os carros de apelo visual fora-de-estrada foram mantidos. O estepe continua fixado na tampa do porta-malas e a suspensão, elevada em relação às versões normais. Só que as armaduras de plástico, antes abundantes, aparecem agora mais discretas. Na dianteira, em vez do vistoso quebra-mato, a VW aplicou uma capa de plástico preto até a metade da peça, com o restante pintado na cor da carroceria.

Ao centro, há uma tomada de ar que dá forma à grade com fundo do tipo colméia. E nas extremidades, a montadora inseriu os novos faróis de neblina, bem mais encorpados e que passam a desempenhar também a função de longo alcance (milha). A mesma moldura preta contorna os para-lamas nas laterais, interligados por uma peça embutida que se faz de estribo na base das portas. Atrás, a novidade é o sistema de fixação do estepe, com os braços de aço embutidos na base – antes a estrutura ficava aparente. O sistema de abertura também foi refinado. Basta clicar para abri-lo.

Interior segue evolução do Fox com novo painel

Por dentro, a principal novidade do CrossFox é o painel herdado do face-lift aplicado ao hatch compacto. O antigo quadro de instrumentos sem conta-giros e com os instrumentos agrupados em volta do velocímetro dá lugar ao visor mais completo, com dois relógios, para conta-giros e velocímetro, outros dois aros na base interna para temperatura do óleo e nível do combustível, além da pequena tela ao centro, onde são exibidos dados do computador de bordo e do sistema de som.

No restante do painel, as saídas da ventilação estão retangulares em vez de circulares e são contornadas por filetes metálicos. Os botões do ar-condicionado também exibem detalhes em alumínio acetinado, assim como os pedais. Outra inovação está no porta-luvas, coberto agora por uma tampa. No forro das portas, há ainda porta-garrafas e o assento do motorista traz regulagem de altura e uma singela gaveta embutida na parte inferior, para guardar objetos diversos. O último destaque fica com o volante multifunção opcional, que tem o desenho inspirado na peça do cupê Passat CC.

Primeiras impressões

São Bernardo do Campo/SP – Assim como na maioria das reestilizações, a grande mudança feita no CrossFox está concentrada na estética. O hatch compacto aventureiro exibe agora o mesmo visual do Novo Fox, lançado no mês passado e que introduziu por aqui a identidade visual mais recente dos carros da Volks. Mas mesmo sem alterações na engenharia, vale dizer que o modelo evoluiu. O novo painel está significativamente mais completo de informações e a ergonomia foi sensivelmente aprimorada com ajustes de altura e profundidade para bancos e volante.

Assim como no Fox, a versão vestida para rodar na lama também oferece a mesma praticidade de antes, com pequenas melhorias. Há maior quantidade de porta-objetos, por exemplo. E o sistema de abertura do porta-malas foi modernizado. Basta um clique na maçaneta que fica atrás do estepe externo para destravar a tampa. Dinamicamente, porém, o CrossFox continua como antes. O motor 1.6 litro flex de 104 cv com álcool oferece arrancadas e retomadas interessantes, auxiliado pelo bom torque em baixa – são 15,6 kgfm soltos logo aos 2.500 giros.

O escalonamento do câmbio manual de cinco marchas também agrada. Não há buracos entre as relações e os engates são precisos e macios. E tanto no asfalto quanto na terra, o comportamento da suspensão é correto. Apesar de ser elevado em relação ao Fox, que já é mais alto que os modelos rivais, o conjunto absorve bem as imperfeições da pista e, ao mesmo tempo, oferece bom equilíbrio. No entanto, o que faz do CrossFox o líder entre os compactos com estética aventureira, com 25,6% das vendas, é mesmo o visual, somado ao ótimo espaço interno e as dimensões reduzidas. E nesses quesitos, a raposa com vestimenta lameira continua forte.
Fonte: Carsale

   

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