4 de Setembro de 2010
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Chevrolet Agile - Hatch dá início a uma nova era da General Motors no Brasil
Data: 9/10/2009
Texto: Daniel Magri
Fotos: Divulgação GM
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Nem muito pequeno, nem muito grande. A Chevrolet criou o novo Agile com o tamanho exato para suas novas pretensões no mercado brasileiro: conquistar consumidores "emergentes e jovens formadores de tendências". O modelo é o primeiro da nova família de compactos da marca, chamada de Viva, resultado de um investimento de US$ 400 milhões, que chega para renovar sua gama de produtos da General Motors por aqui.

Ao contrário do que se imaginava, o Agile não é o substituto do Corsa. Ele vem da fábrica da marca em Rosário, na Argentina, para se posicionar entre o hatchback e o Astra. Desta forma, seu preço inicial parte de R$ 37.708 na versão de entrada LT (nova nomenclatura global utilizada pela Chevrolet). Esta mesma variante, se equipada com airbag duplo, sai por R$ 38.930. No topo da gama LTZ, o Agile começa em R$ 39.601 e pode custar até R$ 42.706 com vidros elétricos traseiros, lanterna de neblina, airbag duplo frontal e freios com ABS e EBD.

O Carsale teve a oportunidade de andar no novo Agile LTZ durante o evento de lançamento do hatch em Mendoza, na Argentina. Vale lembrar que esta é a versão argentina, com motor 1.4 l a gasolina, com cerca de 10 cv e 1,2 kgfm de torque a menos do que o bloco 1.4 l EconoFlex que equipa o modelo a ser comercializado no Brasil. As primeiras impressões você confere abaixo.

100% brasileiro

O Chevrolet Agile foi 100% criado e desenvolvido pelas áreas de Design e Engenharia da GM do Brasil no novo Centro Tecnológico da fabricante, em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. Na parte frontal do modelo, que já incorpora a nova identidade visual da marca, o destaque é para a enorme grade do radiador. Ela é cortada por uma barra transversal e carrega a famosa gravatinha dourada, símbolo da Chevrolet. O desenho dos faróis, por sua vez, foi inspirado no do utilitário Captiva. “Ao vivo”, a primeira impressão sobre o visual do carro é de que ele é bem mais amigável do que nas fotos.

A traseira tem uma aparência mais limpa, onde destacam-se as lanternas que invadem as laterais. As caixas de roda são grandes, dando um toque mais robusto ao modelo. Ainda nesta parte do carro se evidencia o conceito utilizado pelos designers da GM, chamado de “Flying Sail”, termo em inglês que significa “vela de um barco em movimento”.

Um dos pontos positivos do Agile é seu espaço. Ele é maior que o Corsa, com 3,99 metros de comprimento, 1,94 m de largura (com espelhos). A distância entreeixos de 2,54 m garante bom espaço para as pernas tanto no banco traseiro quanto no dianteiro. Todos eles podem ser rebatidos, o que aumenta a capacidade de carga de 327 litros iniciais para 1.140 l. Ainda sobre os bancos, eles trazem novas soluções para o tecido, com desenho e texturas bastante agradáveis.

Para criar o painel, a inspiração veio do Corvette C1, de 1953. O conceito é o “dual cockpit” (dupla cabine, em português). Ou seja, são dois ambientes em um só, sendo que o do lado do motorista é mais técnico, contendo todos os instrumentos ao alcance de quem está ao volante e o do passageiro, mais sóbrio, privilegiando o espaço para as pernas. O desenho transmite modernidade, mas a peça é toda fabricada em plástico. Algumas partes mal encaixadas e rebarbas no acabamento não passam pelos olhos mais atentos.

O painel de instrumentos merece destaque. Os mostradores de velocidade e contagiros são analógicos, enquanto o restante das informações é exibida em gráficos digitais. O toque de modernidade fica por conta da iluminação “Ice Blue”, semelhante a do Ford Fusion. O motorista ainda pode optar pelo modo noturno, onde apenas as luzes do velocímetros ficam acesas.

A versão avaliada pelo Carsale é a topo de gama, com vidros traseiros elétricos, lanterna de neblina, airbag duplo frontal e freios com ABS e EBD. Mas desde a variante de entrada, a lista de equipamentos do Agile anima. Ele vem com computador de bordo (seis funções), acendimento automático dos faróis, controlador de velocidade de cruzeiro (piloto automático), rodas de 15 polegadas - de aço, na versão de entrada, e de liga leve, na topo de linha – e ar-condicionado.

Motor do Agile não é ágil

A posição de dirigir do Agile agrada por ser mais elevada. O ajuste da altura do banco do motorista e da coluna de direção facilita na hora de encontrar a configuração mais confortável. Os comandos estão à mão e a visibilidade traseira é boa. Isto porque os encostos de cabeça são integrados ao banco traseiro e não interferem no campo de visão. Todas as versões do Agile estão equipadas com o mesmo motor. Trata-se do conhecido bloco 1.4 l EconoFlex da Chevrolet. Ele é capaz de entregar 102 cv a 6.000 rpm e torque de 13,5 kgfm, com álcool. Quando abastecido com gasolina, a potência cai para 97 cv (6.000 rpm) e o torque para 13,2 kgfm (3.200 rpm). Em relação às unidades utilizadas em outros veículos da marca, o motor do Agile traz um novo sistema de gerenciamento eletrônico do motor.

Nas ruas de Mendoza, o Agile mostrou sua melhor forma. A suspensão mais rígida absorve bem as imperfeições do solo. Já na estrada, o motor da versão argentina não mostrou tanta disposição e precisou de um maior número de troca de marchas em situações de ultrapassagem. Contudo, a tarefa é facilitada pelos bons engates do câmbio manual de cinco marchas.

Um ponto destacado na apresentação do Agile à imprensa especializada foi o seu reduzido nível de ruído dentro da cabine. Mas, na prática, não foi isso que notamos na nossa avaliação. Mantendo a velocidade de 110 km/h, o bloco trabalha a 3.500 giros em quinta marcha e seu som é facilmente notado dentro do habitáculo. Chegando aos 160 km/h – com muita persistência e pé no fundo – a rotação vai para 5.100 rpm e o ruído fica ainda mais evidente.

Concorrente? Que concorrente?

A Chevrolet pretende vender 3.500 unidades do Agile por mês no mercado brasileiro. Considerando o nível de equipamentos de série na versão de entrada, aliado a um design inédito, o modelo tem tudo para cair no gosto dos consumidores. A empresa evita falar sobre concorrentes. “É um carro que se enquadra em um segmento diferenciado, com foco para tipos diferentes de consumidores”, argumenta o vice-presidente de engenharia de Produtos da GM Mercosul, Pedro Manuchakian. Contudo, por seu tamanho e preço, o Agile terá, sim, que enfrentar modelos com Renault Sandero, Volkswagen Fox e Peugeot 207.

Além do Agile, a Chevrolet ainda reserva mais um lançamento para este ano. Sem adiantar qual é, o vice-presidente da General Motors do Brasil, José Carlos Pinheiro Neto, revelou que "em novembro teremos mais novidades". A rotina de lançamentos da GM deverá se intensificar, uma vez que o fabricante voltou a confirmar o investimento de R$ 5 bilhões até 2012. Deste total, R$ 1 bilhão já foi investido e o restante será dividido nos próximos anos.

Quadro técnico:
Fonte: Carsale

   

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