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VW Fox 2010 - Com ampla reformulação, hatch estréia a nova identidade visual da marca
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Data: 27/10/2009
Texto: Diogo de Oliveira
Fotos: Divulgação |
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Na indústria automobilística, há quem acredite que um modelo só é aperfeiçoado com o tempo. É quase como um bom vinho, cujas propriedades e o sabor são refinados com o passar dos anos. No caso do novo Fox, o raciocínio faz sentido. A Volkswagen levou nada menos que seis anos para mexer no hatch compacto com ares de minivan, lançado em meados de 2003. Mas tanta demora possibilitou chegar a um resultado surpreendente.
Em poucas palavras, o Fox parece ter atingido sua maturidade. A reestilização promovida pela VW preservou os principais atributos do modelo, que contribuíram para ele ultrapassar a marca de um milhão de unidades vendidas no País. São eles, o espaço interno verticalizado, com os bancos em posição mais ereta, a ampla visibilidade e a abundância de porta-objetos distribuídos pelo interior.
Ao mesmo tempo, as mudanças buscaram eliminar as deficiências do antigo Fox. Uma delas era o nível do acabamento interno, com o habitáculo predominantemente coberto de plástico e sem qualquer requinte. Outro item bastante criticado pelos usuários, segundo a própria montadora, era o quadro de instrumentos diminuto, que agrupava todas as informações ao redor do mostrador do velocímetro.
Com o desenho externo já ´cansado´, o jeito era mesmo fazer uma reformulação mais ampla. E o resultado é um veículo completamente renovado por dentro e por fora. Desde o tecido dos bancos ao revestimento das portas e o desenho do painel, tudo foi modificado para dar um ar mais moderno ao Fox. É verdade que as mudanças foram basicamente estéticas. No conjunto mecânico, a única novidade é a oferta do câmbio robotizado ASG de cinco marchas, lançado no Polo e disponível agora também nos compactos de entrada Gol e Voyage.
Modelo estréia na nova identidade visual da VW
Apesar da demora no lançamento, previsto para acontecer meses atrás, o novo Fox chega em boa hora para a Volkswagen. Afinal, o segmento dos hatches compactos, com altura elevada e espaço interno generoso, ganhou um competidor de peso no último mês: o Chevrolet Agile, principal lançamento da General Motors e declaradamente feito para enfrentar a ´raposa´ da marca alemã. O nicho tem ainda o Renault Sandero, outro concorrente direto do Fox, que é o mais contemporâneo, de 2007.
Para enfrentar os rivais, a solução da montadora veio da Europa. O Fox foi escolhido para estrear no Brasil a nova linguagem visual da VW, revelada em 2007 no cupê Scirocco e aplicada no ano passado nas novas gerações do hatch compacto Polo e do hatch médio Golf VI. As mudanças mais significativas estão concentradas na nova dianteira, muito semelhante à do novo Polo europeu. O aspecto mais abaulado foi descartado para a aplicação de inúmeros vincos, que dão feição mais agressiva ao modelo.
O destaque são os novos faróis, mais afilados e que sobem ligeiramente inclinados em direção aos pára-lamas. O novo conjunto óptico pode ter parábola simples ou dupla e vem de série escurecido por molduras negras. O que mais chama a atenção, porém, é um filete de metal posicionado logo abaixo dos canhões de luz e sempre destacado. Segundo a VW, a peça, assim como os próprios faróis, teve inspiração no olho humano.
Ainda na frente, outro destaque é o novo para-choque com uma enorme moldura negra que se estende de ponta a ponta e deixa o visual dianteiro ainda mais agressivo. Os faróis de neblina aparecem agora embutidos nas extremidades e há uma tomada de ar enorme central. Nas laterais, mais vincos foram aplicados à carroceria.
Já na traseira, a principal novidade são as lanternas, que mantém o formato antigo, mas exibem nova e curiosa divisão para as seções de luz. À noite, a iluminação é marcada por um risco em arco que lembra uma vírgula. Um novo vinco que surge das laterais e invade a tampa do porta-malas também chama a atenção, assim como o novo para-choque, que traz a luz de neblina e o olhos de gato na base. Interior reúne as principais modificações Mais que o design externo, porém, foi o interior do novo Fox que recebeu maior cuidado da marca alemã. Completamente reformulado, o habitáculo exibe novo painel, acabamento visivelmente mais refinado, além do quadro de instrumentos agora completo. O console passa a ter dois relógios independentes para velocímetro e conta-giros e uma tela central ampla, onde são exibidas informações do computador de bordo, hodômetro, som e temperatura ambiente.
Outros dois medidores menores, posicionados na base interna dos relógios principais, indicam a temperatura do óleo do motor e o nível do combustível no tanque. No restante do painel, a Volkswagen aplicou peças plásticas com texturas mais agradáveis ao toque e aos olhos e deixou o interior do Fox com aspecto de carro mais refinado. As saídas de ar foram redesenhadas e estão retangulares, contornadas por filetes metálicos, também usados para emoldurar os botões giratórios do sistema de ventilação.
O antigo porta-objetos aberto, que se fazia de porta-luvas em frente ao assento do carona, finalmente recebeu uma tampa. Já a gaveta para guardar objetos embaixo do banco do motorista permanece inalterada. Já o forro das portas ganhou revestimento de tecido nos apoios de braço. Como toque final, a Volks aplicou no Fox o mesmo volante multifuncional de três raios do cupê de quatro portas Passat CC, com ótima pegada para as mãos. Só que o item é oferecido apenas nos modelos equipados com o pacote Trend e na nova versão topo de linha, chamada de Prime. Motores mantidos, novas versões e câmbio ASG Além da estética, o face-lift também mudou as nomenclaturas do novo Fox. Em vez de usar os sufixos Plus e Route, as versões passam a ser identificadas pelas motorizações, que permanecem inalteradas. O modelo básico é equipado com o motor 1.0 VHT flex, com opção do bloco 1.6 litro flex, ambos de quatro cilindros em linha e oito válvulas. Só aparecem nomes na configuração topo Prime e nos modelos equipados com o câmbio automatizado de cinco marchas ASG, também chamado pelo sufixo I-Motion – como no Gol, no Voyage e no Polo (hatch e sedã).
A Volkswagen manteve os preços da configuração básica. O Fox com o propulsor 1.0 flex parte de R$ 29.900, na carroceria de duas portas, e sobe para R$ 31.830, com as quatro portas. O motor vem acoplado a um câmbio manual de cinco marchas e desenvolve 72 cv (gasolina) e 76 cv (álcool) de potência a 5.250 rpm. O torque é de 9,7 kgfm com gasolina - 10,6 kgfm, com álcool - a 3.850 giros. Já nas versões empurradas pelo motor 1.6 litro, os preços foram reajustados em aproximadamente 2,5%.
O Fox básico com o bloco 1.6 flex parte de R$ 34.800 – quase R$ 1 mil mais caro – e chega a R$ 36.930 na configuração superior Prime. O motor vem com o mesmo câmbio manual de cinco velocidades e oferece também a opção da caixa robotizada ASG, que custa R$ 2,5 mil. Com a transmissão, os preços sobem para R$ 37.200 e R$ 39.400, na versão Prime. O motor produz, respectivamente, 101 cv e 104 cv de potência, com gasolina e álcool, a 5.250 giros, e um torque de 15,4 kgfm e 15,6 kgfm, liberado logo aos 2.500 rpm.
Por esses valores, a Volkswagen mantém o Fox competitivo no mercado, apensar do modelo oferecer uma lista de série pouco atraente nas versões de entrada. Há apenas direção hidráulica, máscara negra nos faróis e limpadores dianteiros e traseiros. O ar-condicionado é sempre opcional, assim como diversos equipamentos, como freios com ABS e distribuição eletrônica de frenagem (EBD), airbags duplos frontais e o sistema de som de fábrica, com rádio/CD player, leitor de MP3, conexão Bluetooth para celulares e entradas USB e SD Card. Com todos os opcionais, incluindo o estreante teto solar, a ´raposa´ fica próxima dos R$ 50 mil. Reflexos da sofisticação que o novo Fox passa a oferecer. Primeiras impressões.
A bordo do novo Fox, é gritante a evolução do modelo com os ajustes feitos pela Volkswagen. A começar pelo estilo do painel. Antes bem despojado e cheio de plásticos por todos os cantos, o hatch compacto agora exibe materiais que aparentam maior qualidade, com diversos detalhes metálicos espalhados, peças que se encaixam com precisão e instrumentos de verdade, com relógios para o conta-giros e velocímetro, além de uma tela central grande, com inúmeras informações do carro e do som.
O ambiente interno lembra o do Polo brasileiro, compacto premium da Volkswagen. Tanto que a própria montadora assume que há riscos de canibalização. O ponto alto é o novo volante de três raios, emprestado do cupê Passat CC, com detalhe em alumínio escovado na base, botões integrados nos dois lados e borboletas atrás para trocas de marcha manuais. A ótima pegada do aro, combinada ao desenho frontal visivelmente arrojado, com máscara negra nos faróis, empresta ao Fox um apelo esportivo que o modelo jamais ofereceu até hoje.
Na versão 1.6 Prime I-Motion avaliada, essa sensação de esportividade até se comprovou na prática, mas de forma comedida. O motor 1.6 litro flex, de 104 cv com álcool, oferece repostas ágeis ao acelerador, favorecido principalmente pelo torque máximo de 15,6 kgfm, que é despejado logo aos 2.500 giros. A comunicação com o câmbio automatizado ASG é muito bem interpretada. Com ótimo escalonamento, a transmissão faz as trocas de forma suave e só leva os giros ao limite quando se pressiona o pedal do acelerador até o limite – no chamado kickdown.
Com os giros elevados, o câmbio tende a produzir os tradicionais solavancos que as caixas automatizadas normalmente oferecem nas trocas de relação. Mas com a alavanca posicionada no modo manual e as trocas feitas por meio dos paddle-shifts, além do maior divertimento, é possível quase anular os trancos – basta aliviar o acelerador no momento de realizar as mudanças.
O percurso de cerca de 40 quilômetros pelo centro de Brasília (DF) não permitiu testar melhor a estabilidade do modelo. Mas no trânsito urbano, o conjunto ofereceu conforto na medida certa, com ótimo ajuste, sem ser molenga nem rígido em excesso. E esse é um dos aspectos mais valorizados no Fox, que agora está mais chique e arrojado. Justamente dois dos valores que faltavam ao modelo e que devem contar a seu favor a partir de agora.
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| Quadro técnico: |
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| Fonte: Carsale |

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